Devaneios

Apenas o que não se pode esconder.

domingo, 24 de outubro de 2010

O encontro desse olhar...

"Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos resolvem se encontrar..."
Como o início dessa canção/poesia, escrita por Vinicius de Moraes e imortalizada, ao ser interpretada por Elis Regina e Tom Jobim, vemos o quanto as coisas parecem fazer sentido quando se tem olhos para admirar e ser admirado e quanto é bom se encontrar em dias de tantos desencontros. Momentos de encontros podem ser imortalizados como a canção citada e também podem ser esquecidos, como algo sem razão, não passado de um quimera, ou seria de uma quimera, bom não sei, estou aqui apenas aprendendo com todos esses momentos, bons ou ruins, por nós criado.
Certos momentos não deveriam ter fim, certos fins deveriam ter voltas, mas o que seria de nós se não fossemos resistentes a esses fins e a certas voltas?. É necessário tudo isso que acontece, a vida é feita de ciclos, todo início de ciclo é ótimo, corre as mil maravilhas, mas quando vemos o fim, nos sentimos impotentes muitas vezes em não poder evitá-lo.
A duração desses ciclos é muito inconstante, vivo numa eterna briga com os meus ciclos. Relacionamento amoroso bom, onde os dois andam numa mesma linha de raciocínio sem grandes choques, duram apenas 3 meses, é como aquele ditado, tudo que é bom dura pouco. E aquele relacionamento cheio de confusões e alguns descasos, sempre dura mais. Quero mudar essa escrita, quero quebrar esse mito e parar de ser levado por meros devaneios tolos, que me torturam quando acordo e percebo que perdi mais uma oportunidade de continuar a canção.
"Ai, que bom que isso é meu Deus, que frio que me dá o encontro desse olhar"
Creia e faça diferente. Assim as incostâncias param e os mitos podem desaperecer e o olhar quando se encontrar, certamente estará propenso a retratar o que se passa na alma, onde moram os desejos, devaneios e objetivos, através desse olhar, percebemos o quanto os ventos nos favorecem e que todos esses encontros tem um propósito.

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