Devaneios

Apenas o que não se pode esconder.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sair da casinha.

Quinto período, e o que eu estou fazendo aqui? Será que estou no rumo certo? Tenho algum talento relacionado ao que estou estudando? Dúvidas cruéis, que certamente se não forem esclarecidas agora poderão nos gerar certa frustração mais tarde. Nesses dois anos de curso ainda não encontrei definitivamente o que é que quero fazer dentro da publicidade, tenho algumas pretensões, algumas idéias de caminho a seguir, mas o mais importante, é o curso que eu quero.

Se aqui chegamos e temos essa identificação, é importante que sigamos com os pés no chão, mas com pensamentos voando longe, buscando conhecer o que é oferecido a nós e conseqüentemente nos adequando as situações, falo isso, pois sou um terror em programas como photoshop e corel, não nasci pra trabalhar neles, até tento, mas não saio do chão, então busco alternativas e ainda bem que a publicidade nos dá várias. Não mando bem em corel e photoshop, mas sei trabalhar em editores de áudio e vídeo e me relaciono bem com as pessoas, salve as produtoras e o pessoal de atendimento e mídia, isso não quer dizer que não consiga ou não possa melhorar no que hoje eu tenho certas deficiências.

É uma questão de adequação, de sairmos da nossa casinha e passarmos a conhecer essas alternativas a nós oferecidas, e certamente será um grande passo pra encontrar definitivamente um rumo no qual seguiremos pela nossa vida.

domingo, 24 de outubro de 2010

O encontro desse olhar...

"Quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos resolvem se encontrar..."
Como o início dessa canção/poesia, escrita por Vinicius de Moraes e imortalizada, ao ser interpretada por Elis Regina e Tom Jobim, vemos o quanto as coisas parecem fazer sentido quando se tem olhos para admirar e ser admirado e quanto é bom se encontrar em dias de tantos desencontros. Momentos de encontros podem ser imortalizados como a canção citada e também podem ser esquecidos, como algo sem razão, não passado de um quimera, ou seria de uma quimera, bom não sei, estou aqui apenas aprendendo com todos esses momentos, bons ou ruins, por nós criado.
Certos momentos não deveriam ter fim, certos fins deveriam ter voltas, mas o que seria de nós se não fossemos resistentes a esses fins e a certas voltas?. É necessário tudo isso que acontece, a vida é feita de ciclos, todo início de ciclo é ótimo, corre as mil maravilhas, mas quando vemos o fim, nos sentimos impotentes muitas vezes em não poder evitá-lo.
A duração desses ciclos é muito inconstante, vivo numa eterna briga com os meus ciclos. Relacionamento amoroso bom, onde os dois andam numa mesma linha de raciocínio sem grandes choques, duram apenas 3 meses, é como aquele ditado, tudo que é bom dura pouco. E aquele relacionamento cheio de confusões e alguns descasos, sempre dura mais. Quero mudar essa escrita, quero quebrar esse mito e parar de ser levado por meros devaneios tolos, que me torturam quando acordo e percebo que perdi mais uma oportunidade de continuar a canção.
"Ai, que bom que isso é meu Deus, que frio que me dá o encontro desse olhar"
Creia e faça diferente. Assim as incostâncias param e os mitos podem desaperecer e o olhar quando se encontrar, certamente estará propenso a retratar o que se passa na alma, onde moram os desejos, devaneios e objetivos, através desse olhar, percebemos o quanto os ventos nos favorecem e que todos esses encontros tem um propósito.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

All Star

All Star

Meu velho All Star, tão batido que até parece um velho coração, correu várias ruas de diferentes cidades, o velho coração passou por várias mãos de diferentes mulheres. O All Star está batido, mas segue a correr. O coração está abatido, mas não se cansa de viver.

All Star - Nando Reis


Pequenos impulsos de emoção, analisados com certa razão.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Anestésico

Do que seria a dor, se não existisse algo para combate-lá?
Para a maioria das coisas existe um remédio para curar, ou um anestésico para acalmar. Quando a dor não for física, o anestésico nada mais é, que uma pequena ilusão nos fazendo acreditar que estamos ficando bem. Nesse aspecto a dor tem papel fundamental, se ela não existisse, não haveria a necessidade de termos anestésicos para acalmá-la, e assim sendo, perderíamos a sensação de que estamos melhorando, que estamos ficando bem, de que encontramos o anestésico, o remédio certo para à cura.
O melhor de todos os anestésicos é o tempo, mas ao mesmo tempo ele pode se tornar traiçoeiro, e nos colocar novamente no caminho da dor, apenas para nos mostrar que com a ajuda dele podemos nos reabilitar, e acreditar que tudo o que acontece tem um significado, tem razão, mesmo estando obscura, e enquanto isso não acontece, vamos vivendo e flutuando nesse mundo de devaneios.